Capítulo 10 – Convite


Capítulo 10 – Convite
“Eu não estava apaixonado, não amava ninguém, não fui feito para amar nem ser amado, o amor não existe, e isso é a úlcera que te queima por dentro, ninguém mais me deixaria triste novamente”.
A
ndressa deu um sorriso e soltou:
-Oi! Tudo bem?
-Melhor agora! – internamente eu queria dizer “oi meu amor, com você tudo fica ótimo”. Não eu não estava gostando dela, éramos amigos, e amigos falam essas coisas, não falam?
-Estou começando a ficar cheia de trabalho já!
-Quer ir a uma festa comigo, no sábado?
-Onde? Que horas?
-Na chácara de um colega de sala, acho que será às 20 horas!
-Eu topo! – ela disse dando um sorriso, e se afastando de mim para chegar ao banco onde Jefferson estava ouvindo música.
Fiquei observando as atitudes deles, ela tirou os fones do garoto e começou  a gesticular, ele a olhava com cara de quem estava ouvindo um bêbado contar as suas proezas de sua vida antes de ser expulso de casa pela família. Por que ela queria ser amiga daquele morto-vivo? Se ele conhecesse Soraya, aposto que formariam uma dupla de insensatos perfeita.
Abri o meu Twitter e li as indiretas da vampira via internet. Tossi três vezes e fingi não ter lido nenhuma provocação. Eu só estava tentando ser normal, era tão  difícil assim viver em um mundo sem vampiros, sem chupadores de sangue?
Eu agradecia os quilômetros que separavam o estado de São Paulo do Paraná, como quem agradece a cada refeição feita. Será que os vampiros agradeciam pelos animais e pessoas que matavam? Algo como “obrigado por este búfalo” ou até “Obrigado pelo cervo morto nosso de cada dia”...
Eu podia ser besta demais, mas, tinha certeza de que vampiros não eram seres divinos nem aqui nem na China. Já imaginaram um vampiro chinês, ele diria algo como: “quelo chupar o seu sangue”, e depois ele voaria e atacaria suas vítimas com adagas ou leques afiados, e assim duas pequenas presas apareciam na sua boca,.
Se eu não pertencia mais ao clã dos vampiros, então eles que se danassem por aí. Mas, eu tinha a total convicção que nunca me esqueceria do rosto daquela vampira que tanto amara. Andressa tinha traços que lembravam minha ex-namorada virtual e até alguns gestos.
O melhor a ser feito era deixar os vampiros em paz, cada qual no seu caixão, descansando durante a forte luz do dia para fazerem a festa à noite. Por falar em festa, eu iria a um e com uma ótima companhia.
Contei ao Fábio que disse ter ficado muito feliz. Ele me mostrou uma foto com Graciele, formavam um belo casal, tinham a mesma altura, e isso era um fator muito bacana.
Tinha tantos planos, ambições para o dia da festa que não sabia por onde começar. Apenas um dia me separava do meu futuro. Que necessidade é essa do ser humano sempre ter o coração ocupado por alguém? O amor é o mal da humanidade, matam por amor, fazem por amor, sofrem por amor, se amar fosse algo prazeroso, casamentos eram eternos e não viveríamos nesta desgraça social.
Filosofar faz parte de amar? Quando amamos as pessoas, ficamos mais sensíveis? Os poetas então viveram apaixonados? Todo o amor deve ser declarado? Eu teria coragem para tanto?

Capítulo 9 – Convidado

“Ele esquecera Alessandra, assim como eu me esqueci da Soraya. Quem tentávamos enganar? Era algo recente demais para ser esquecido em um piscar de olhos.”
Capítulo 9 – Convidado

O tempo mostra quem é quem já dizia alguém que quis inventar uma citação, um provérbio ou um ditado. Quem era Andressa? Quem foi Soraya? Quem eu sou? Quem eu fui? Algum dia eu obteria estas e outras inúmeras respostas.
Bom, o Fábio não gostava mais da Ale, eu havia sido grosso com Soraya, Andressa aparecera no meu caminho quando eu menos esperava ou quando eu mais precisava, e junto com ela o estranho e pálido Jefferson. Talvez, ele também era um vampiro adaptado ou era apenas um gótico que me odiava.
Certamente, Soraya já havia se entregado nos braços do projeto de vilão do “filho do esperto”. Era uma pena que os vampiros são impotentes, não é mesmo? Quem transaria com um cadáver? Só a louca da Bella Swan fez isso. Eles jamais teriam filhos, jamais. Talvez os meus espermatozóides não fossem férteis também, mesmo assim eu estava vivo, vivo.
Eu estava pensando nas desgraças das vidas dos outros, quando Bruna apareceu na minha frente pulando como um coelho com coceira e me disse:
-Festa na casa do Flávio! Você vai?
-Quem é Flávio? Onde? Quando? Que horas?
-Neste sábado, na chácara dele, acho que às 20h!
-Quem é Flávio?
-Oras, o Flávio da nossa sala!
-Não conheço nenhum Flávio!
-Claro que conhece, é o American Boy!
-O American vai dar uma festa? Porque não me disse antes!
-Eu disse, mas você não sabe nem o nome do guri!
-Se você me falasse antes o apelido, eu saberia quem é!
-Ok, mas você vai?
-Faz tanto tempo que não saio de casa, acho que sim, eu preciso me divertir!
-Vai chamar a sua namorada? Pode levá-la!
-Ela não é a minha namorada, eu já te disse!
-Convide-a! Adorarei conversar com ela!
-Ok,  farei isso.
-Você está apaixonado, que romântico!
-Apaixonado? Essa palavra não consta no meu dicionário!
Flávio se aproximou da gente, certamente me faria o convite para a festa. Ele media mais de um metro e oitenta, um pouco maior do que eu, cerca de dois centímetros, tinha cabelos pretos e falava inglês como se tivesse vindo direto dos Estados Unidos, por isso o seu apelido na faculdade era American Boy.
-Hi friends! Will you go to my party? – He asked.
-Sim, nós iremos, chamarei uma garota do curso de Música! Tudo bem? – eu perguntei.
-Ok Guy. See you on Saturday!
-Ele vai levar a namorada! – gritou Bruna pelo corredor.
-Do you have a girlfriend?
-Não. A Bruna não sabe o que fala!
Ele foi para a cantina, enquanto eu brigava com Bruna por ela inventar absurdos sobre a minha relação com Andressa.
-É legal te deixar irritado!
-Não acho nada engraçado!
-É porque você não vê a sua cara! Ah, lá vem ela cheia de graça!
-Ela? Quem?
-A Marília Gabriela!
Quando eu virei, vi que Andressa caminhava na minha direção, respirei fundo, tentei não tremer e nem transpirar. Fixei o olhar e percebi que Bruna havia me deixado sozinho para a minha felicidade.




Capítulo 8 – Conversas


Capítulo 8 – Conversas
“Eu não posso te esquecer se no último abraço eu perdi a respiração, e não posso te esquecer se eu te vejo por todos os lados.”
I

nterrompi o abraço e corri para a minha sala. Por que aquele cara tinha que estragar tudo? Fechei a porta silenciosamente para que a professora não me notasse e fui para o meu lugar. Bruna, que se sentava ao meu lado, me passou um bilhete que estava escrito:
“Não acho certo você ficar dando em cima de garotas novatas.”
Eu respondi: “Você e os seus ‘achismos’ devem ser guardados exclusivamente para você, e não estou dando em cima de ninguém”.
“Vieram me contar que você estava agarrado com a menina como se fossem cachorros no cio.”
“As pessoas não sabem o que falam, e se eu descobrir quem inventou essa blasfêmia, eu mato”. Respondi, passei o bilhete e bufei alto. A professora me perguntou:
-Algum problema?
-Não professora, prossiga!
-Achei que tínhamos um búfalo em sala de aula!
Dei um sorriso amarelo e fiquei cabisbaixo, curtindo o meu amor por Andressa e o meu ódio pelo amigo dela, que supostamente seria o fofoqueiro do corredor da faculdade. Comecei a desenhar caveiras no caderno e Bruna disse que eu estava possuído por alguma força externa.
À noite, eu entrei na internet, acessei o meu Twitter e lá estava uma mensagem de Soraya, algo como “Quando te verei novamente?”, respondi “Nunca mais.”
Alguma coisa estava mudando em meu interior, as peças do quebra-cabeça se preenchiam dentro de mim, e eu já não importava se vampiros existiam ou que queriam me ver, eu já não acreditava neles.
No MSN encontrei Fábio online, tratei logo de lhe contar sobra a minha nova vida, o meu pós- Soraya. Depois que ela partira, posso afirmar que cresci muito. Falei sobre Bruna e suas opiniões sobre Andressa e até sobre o estranho Jefferson.
Ele lia com atenção e comentava cada frase nova, talvez eu não o deixasse contar as suas novidades, mas naquele momento eu precisava de um amigo verdadeiro para dividir o que acontecia comigo. Parei de digitar e abri o espaço para que ele compartilhasse as suas novas histórias.
“Meu caro Wendryck,
A vida nunca foi tão boa como está sendo. Entrou uma gatinha na minha sala, seu nome é Graciele, mas ela prefere que a chame de Gracy. Ela é morena, magra, tem os cabelos pretos e enrolados e seus olhos são castanhos escuros. Talvez eu mande uma foto dela para você, mas nem arregale os olhos porque ela já está na ‘minha’. Ela é delicada, companheira e acima de tudo é bem-humorada. Creio que ela me completa. Quer ser jornalista para trabalhar com as fofocas de celebridades. Estou muito ‘gamado’ nela, mas ainda não tive a oportunidade de me declarar. Ficou sabendo do congresso entre as instituições de ensino superior que rolará aí em Campinas? Certifique-se de que a sua faculdade estará escrita e vá para lá com os seus professores, tenho certeza de que você gostará da Gracy, pois estarei neste congresso com ela. O congresso será sobre o futuro da educação no país. Vou sair agora, porque tenho que estudar sobre alguns assuntos aqui. Até logo, ah, e sobre a Alessandra, eu não sei se está morta ou se ainda vive, esses vampiros são doentes cara, tomara que tenham derretido com esse calor que está fazendo nos últimos dias. Tchau e boa sorte com a sua nova vida!”.

Resultado da Enquete

Eis aqui o resultado da enquete: Quem deve ficar com o Wendryck?

 Sozinho - 3% - 1 voto
Outra personagem - 3% -1 voto
 Soraya - 10% - 3 votos

E a grande campeã com 24 votos, cerca de 82% foi Andressa!
 

As demais candidatas tiveram essa reação!
Agora é só esperar a história se desenrolar!

Wendryck Wonka

Sem tempo!

Galerinha, estou sem tempo para postar, mas prometo um novo capítulo neste sábado!
Minha vida está totalmente mudada...


un beso, me aguardem
Wendryck Wonka

Capítulo 7 – Sim e Não
“Era muito cedo para entrar em um novo relacionamento, ainda mais, disputar o coração de uma garota, algo complicado e que já havia me deixado bem saturado com esta situação. Eu entraria em mais um jogo do amor?”
-N
 inguém me disse, na verdade , ninguém me fala nada, eu sempre faço as minhas suposições , e geralmente estou sempre correta daquilo que falo ou faço! – disse-me Bruna, ajustando seus óculos.
-Aquele cara é da geração do mal-do-século!- eu disse, me referindo ao Jefferson - Melhor pararmos de falar mal dos outros e voltarmos para a classe!
-Credo! Você está estranho demais, se tivesse uma faca nas mãos, aposto que me mataria!
-Sabe como você deveria chamar?
-Bruna, a amiguinha legal e quietinha?
-Não, supositório, já que supõe tudo o que acontece!
-Que horror! Fica quieto, seu neologista!
Andressa estava na porta da sua sala, logicamente esperando pelo professor. Mandei Bruna ir na frente e disse que a encontraria no final do corredor, claro que ela saiu falando sozinha, mas ninguém prestava atenção mesmo. Fui para a porta da sala de Música, seduzido.
Deveria pagar para alguém analisar o funcionamento do meu cérebro, já que não entendia o porquê de tomar tais atitudes e na maioria das vezes sem analisar. Acho que jogaram algum feitiço em mim ou seria alguma praga vampiresca de algum ser das trevas.
Não sei porque o foco das nossas vidas muda diariamente, sempre estamos caminhando atrás de algo, em busca de algum propósito, sem calcularmos se o que virá é algo bom e acrescentará positividades em nossas vidas.
Eu gostava da Andressa sem saber a razão, seria coisa do destino, ou algo a ver com as vidas passadas? Não era amor, era? Ninguém sai amando a primeira pessoa que encontra no corredor. Talvez, eu precisasse de uns bons tapas de realidade.
-Seu professor está demorando! – eu disse para ‘puxar assunto’.
-Pois é, acho que ele não veio hoje! A sua namorada já foi para a sala de vocês, você entrará atrasado na aula?
-Ela não é a minha namorada, eu não tenho namorada! Confessor que achei o seu namorado muito estranho!
-Quem? – ela me perguntou, com o olhar fixo.
-Seu namorado! – respondi.
-Que namorado? – ela voltou a questionar.
-O Gerson! – respondi, engolindo a saliva que ainda me restava.
-O Jefferson? – ela perguntou, me olhando com um risinho nos lábios.
-Sim, este mesmo! Aquele que me apresentou agora há pouco!
-Ele não é o meu namorado, é só um colega de classe! Vocês homens, pensam cada coisa!
-A Bruna não é a minha namorada, é só uma amiga! Mas, você namora?
-Não, eu terminei uns rolos na semana passada, agora quero um tempo para mim! Faz tempo que está solteiro?
-Cerca de um mês, terminamos nestas férias! – e senti um arrepio na espinha só de me lembrar daquela que não devia ser mencionada, nem comentada, a namorada cadáver.
-Quem traiu quem? – ela me perguntou, mexendo nos cabelos cacheados.
-Ela foi embora com outro! Bitch! Sabe como é? – Eu não diria que ela era uma vampira e que foi mordida, e aquela história toda que você já sabe.
-Coitado de você! Nossa odeio garotas deste estilo, essas merecem ficar sozinhas no final da história, tipo, aquelas que não tiveram um casamento duradouro, isto é, sequer casaram, já que não passam de um bando de biscates voando como urubus! Você não deve ficar triste! – e me abraçou.
Senti-me como uma criança que testemunhou algo impactante e que recebia o conforto no colo de sua mãe. Abracei seu corpo como se fossemos os últimos sobreviventes de um naufrágio, como se ela fosse a minha salvação. Isso foi estranho, ainda mais quando me deparei com Jefferson nos olhando.

CICI, UMA CAPIVARA!

Não tem nada a ver com a webnovela. é apenas uma montagem da Cici, a capivara cadela! 

Resultado da ENQUETE!



A ENQUETE: "Qual personagem da primeira temporada, você mais gostou?" Foi encerrada, eis aqui os resultados:

Alessandra, Fábio, Sabry & Rafa não obtiveram votos. -0%

Terceiro Lugar: O Filho do Esperto - 2 votos = 12%

Segundo Lugar: Soraya - 4 votos = 25%

Primeiro Lugar: Wendryck - 10 votos = 62%

Agradeço quem votou, e espero que os personagens estejam bem construídos e desenvolvidos!
Em breve: Mais enquetes e capítulos
Wendryck WONKA

Justificando ausência!

Justificando ausência de capítulos e faltas!

Desculpem-me pela demora que estou tendo em postar os capítulos, já escrevi até o décimo oitavo capítulo, mas ainda não os digitei. Estou sem tempo, devido ao fato de que estou fazendo o estágio no Ensino Fundamental e também porque minha sala "Uma visão sobre a Cegueira" foi a vencedora deste ano da faculdade aberta, e fomos convidados a apresentarem em outra faculdade, ou seja, eu mal tenho tempo para respirar durante esse período, somando a isso, terei as provas finais, então... espero que não fiquem bravos, mas prometo não deixá-los sem capítulos por muito tempo!
E quem ainda não comentou, comenta aqui, e aproveite para votar na enquete!


Wendryck Wonka

Visitas!

Muito obrigado pela quantidade de visitantes, espero que a história esteja lhes agradando!
Estou escrevendo o capítulo 18 atualmente, em breve postarei mais um!
Comentem!
Wendryck Wonka

sábado, 29 de janeiro de 2011

Capítulo 10 – Convite


Capítulo 10 – Convite
“Eu não estava apaixonado, não amava ninguém, não fui feito para amar nem ser amado, o amor não existe, e isso é a úlcera que te queima por dentro, ninguém mais me deixaria triste novamente”.
A
ndressa deu um sorriso e soltou:
-Oi! Tudo bem?
-Melhor agora! – internamente eu queria dizer “oi meu amor, com você tudo fica ótimo”. Não eu não estava gostando dela, éramos amigos, e amigos falam essas coisas, não falam?
-Estou começando a ficar cheia de trabalho já!
-Quer ir a uma festa comigo, no sábado?
-Onde? Que horas?
-Na chácara de um colega de sala, acho que será às 20 horas!
-Eu topo! – ela disse dando um sorriso, e se afastando de mim para chegar ao banco onde Jefferson estava ouvindo música.
Fiquei observando as atitudes deles, ela tirou os fones do garoto e começou  a gesticular, ele a olhava com cara de quem estava ouvindo um bêbado contar as suas proezas de sua vida antes de ser expulso de casa pela família. Por que ela queria ser amiga daquele morto-vivo? Se ele conhecesse Soraya, aposto que formariam uma dupla de insensatos perfeita.
Abri o meu Twitter e li as indiretas da vampira via internet. Tossi três vezes e fingi não ter lido nenhuma provocação. Eu só estava tentando ser normal, era tão  difícil assim viver em um mundo sem vampiros, sem chupadores de sangue?
Eu agradecia os quilômetros que separavam o estado de São Paulo do Paraná, como quem agradece a cada refeição feita. Será que os vampiros agradeciam pelos animais e pessoas que matavam? Algo como “obrigado por este búfalo” ou até “Obrigado pelo cervo morto nosso de cada dia”...
Eu podia ser besta demais, mas, tinha certeza de que vampiros não eram seres divinos nem aqui nem na China. Já imaginaram um vampiro chinês, ele diria algo como: “quelo chupar o seu sangue”, e depois ele voaria e atacaria suas vítimas com adagas ou leques afiados, e assim duas pequenas presas apareciam na sua boca,.
Se eu não pertencia mais ao clã dos vampiros, então eles que se danassem por aí. Mas, eu tinha a total convicção que nunca me esqueceria do rosto daquela vampira que tanto amara. Andressa tinha traços que lembravam minha ex-namorada virtual e até alguns gestos.
O melhor a ser feito era deixar os vampiros em paz, cada qual no seu caixão, descansando durante a forte luz do dia para fazerem a festa à noite. Por falar em festa, eu iria a um e com uma ótima companhia.
Contei ao Fábio que disse ter ficado muito feliz. Ele me mostrou uma foto com Graciele, formavam um belo casal, tinham a mesma altura, e isso era um fator muito bacana.
Tinha tantos planos, ambições para o dia da festa que não sabia por onde começar. Apenas um dia me separava do meu futuro. Que necessidade é essa do ser humano sempre ter o coração ocupado por alguém? O amor é o mal da humanidade, matam por amor, fazem por amor, sofrem por amor, se amar fosse algo prazeroso, casamentos eram eternos e não viveríamos nesta desgraça social.
Filosofar faz parte de amar? Quando amamos as pessoas, ficamos mais sensíveis? Os poetas então viveram apaixonados? Todo o amor deve ser declarado? Eu teria coragem para tanto?

sábado, 18 de dezembro de 2010

Capítulo 9 – Convidado

“Ele esquecera Alessandra, assim como eu me esqueci da Soraya. Quem tentávamos enganar? Era algo recente demais para ser esquecido em um piscar de olhos.”
Capítulo 9 – Convidado

O tempo mostra quem é quem já dizia alguém que quis inventar uma citação, um provérbio ou um ditado. Quem era Andressa? Quem foi Soraya? Quem eu sou? Quem eu fui? Algum dia eu obteria estas e outras inúmeras respostas.
Bom, o Fábio não gostava mais da Ale, eu havia sido grosso com Soraya, Andressa aparecera no meu caminho quando eu menos esperava ou quando eu mais precisava, e junto com ela o estranho e pálido Jefferson. Talvez, ele também era um vampiro adaptado ou era apenas um gótico que me odiava.
Certamente, Soraya já havia se entregado nos braços do projeto de vilão do “filho do esperto”. Era uma pena que os vampiros são impotentes, não é mesmo? Quem transaria com um cadáver? Só a louca da Bella Swan fez isso. Eles jamais teriam filhos, jamais. Talvez os meus espermatozóides não fossem férteis também, mesmo assim eu estava vivo, vivo.
Eu estava pensando nas desgraças das vidas dos outros, quando Bruna apareceu na minha frente pulando como um coelho com coceira e me disse:
-Festa na casa do Flávio! Você vai?
-Quem é Flávio? Onde? Quando? Que horas?
-Neste sábado, na chácara dele, acho que às 20h!
-Quem é Flávio?
-Oras, o Flávio da nossa sala!
-Não conheço nenhum Flávio!
-Claro que conhece, é o American Boy!
-O American vai dar uma festa? Porque não me disse antes!
-Eu disse, mas você não sabe nem o nome do guri!
-Se você me falasse antes o apelido, eu saberia quem é!
-Ok, mas você vai?
-Faz tanto tempo que não saio de casa, acho que sim, eu preciso me divertir!
-Vai chamar a sua namorada? Pode levá-la!
-Ela não é a minha namorada, eu já te disse!
-Convide-a! Adorarei conversar com ela!
-Ok,  farei isso.
-Você está apaixonado, que romântico!
-Apaixonado? Essa palavra não consta no meu dicionário!
Flávio se aproximou da gente, certamente me faria o convite para a festa. Ele media mais de um metro e oitenta, um pouco maior do que eu, cerca de dois centímetros, tinha cabelos pretos e falava inglês como se tivesse vindo direto dos Estados Unidos, por isso o seu apelido na faculdade era American Boy.
-Hi friends! Will you go to my party? – He asked.
-Sim, nós iremos, chamarei uma garota do curso de Música! Tudo bem? – eu perguntei.
-Ok Guy. See you on Saturday!
-Ele vai levar a namorada! – gritou Bruna pelo corredor.
-Do you have a girlfriend?
-Não. A Bruna não sabe o que fala!
Ele foi para a cantina, enquanto eu brigava com Bruna por ela inventar absurdos sobre a minha relação com Andressa.
-É legal te deixar irritado!
-Não acho nada engraçado!
-É porque você não vê a sua cara! Ah, lá vem ela cheia de graça!
-Ela? Quem?
-A Marília Gabriela!
Quando eu virei, vi que Andressa caminhava na minha direção, respirei fundo, tentei não tremer e nem transpirar. Fixei o olhar e percebi que Bruna havia me deixado sozinho para a minha felicidade.




Capítulo 8 – Conversas


Capítulo 8 – Conversas
“Eu não posso te esquecer se no último abraço eu perdi a respiração, e não posso te esquecer se eu te vejo por todos os lados.”
I

nterrompi o abraço e corri para a minha sala. Por que aquele cara tinha que estragar tudo? Fechei a porta silenciosamente para que a professora não me notasse e fui para o meu lugar. Bruna, que se sentava ao meu lado, me passou um bilhete que estava escrito:
“Não acho certo você ficar dando em cima de garotas novatas.”
Eu respondi: “Você e os seus ‘achismos’ devem ser guardados exclusivamente para você, e não estou dando em cima de ninguém”.
“Vieram me contar que você estava agarrado com a menina como se fossem cachorros no cio.”
“As pessoas não sabem o que falam, e se eu descobrir quem inventou essa blasfêmia, eu mato”. Respondi, passei o bilhete e bufei alto. A professora me perguntou:
-Algum problema?
-Não professora, prossiga!
-Achei que tínhamos um búfalo em sala de aula!
Dei um sorriso amarelo e fiquei cabisbaixo, curtindo o meu amor por Andressa e o meu ódio pelo amigo dela, que supostamente seria o fofoqueiro do corredor da faculdade. Comecei a desenhar caveiras no caderno e Bruna disse que eu estava possuído por alguma força externa.
À noite, eu entrei na internet, acessei o meu Twitter e lá estava uma mensagem de Soraya, algo como “Quando te verei novamente?”, respondi “Nunca mais.”
Alguma coisa estava mudando em meu interior, as peças do quebra-cabeça se preenchiam dentro de mim, e eu já não importava se vampiros existiam ou que queriam me ver, eu já não acreditava neles.
No MSN encontrei Fábio online, tratei logo de lhe contar sobra a minha nova vida, o meu pós- Soraya. Depois que ela partira, posso afirmar que cresci muito. Falei sobre Bruna e suas opiniões sobre Andressa e até sobre o estranho Jefferson.
Ele lia com atenção e comentava cada frase nova, talvez eu não o deixasse contar as suas novidades, mas naquele momento eu precisava de um amigo verdadeiro para dividir o que acontecia comigo. Parei de digitar e abri o espaço para que ele compartilhasse as suas novas histórias.
“Meu caro Wendryck,
A vida nunca foi tão boa como está sendo. Entrou uma gatinha na minha sala, seu nome é Graciele, mas ela prefere que a chame de Gracy. Ela é morena, magra, tem os cabelos pretos e enrolados e seus olhos são castanhos escuros. Talvez eu mande uma foto dela para você, mas nem arregale os olhos porque ela já está na ‘minha’. Ela é delicada, companheira e acima de tudo é bem-humorada. Creio que ela me completa. Quer ser jornalista para trabalhar com as fofocas de celebridades. Estou muito ‘gamado’ nela, mas ainda não tive a oportunidade de me declarar. Ficou sabendo do congresso entre as instituições de ensino superior que rolará aí em Campinas? Certifique-se de que a sua faculdade estará escrita e vá para lá com os seus professores, tenho certeza de que você gostará da Gracy, pois estarei neste congresso com ela. O congresso será sobre o futuro da educação no país. Vou sair agora, porque tenho que estudar sobre alguns assuntos aqui. Até logo, ah, e sobre a Alessandra, eu não sei se está morta ou se ainda vive, esses vampiros são doentes cara, tomara que tenham derretido com esse calor que está fazendo nos últimos dias. Tchau e boa sorte com a sua nova vida!”.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Resultado da Enquete

Eis aqui o resultado da enquete: Quem deve ficar com o Wendryck?

 Sozinho - 3% - 1 voto
Outra personagem - 3% -1 voto
 Soraya - 10% - 3 votos

E a grande campeã com 24 votos, cerca de 82% foi Andressa!
 

As demais candidatas tiveram essa reação!
Agora é só esperar a história se desenrolar!

Wendryck Wonka

Sem tempo!

Galerinha, estou sem tempo para postar, mas prometo um novo capítulo neste sábado!
Minha vida está totalmente mudada...


un beso, me aguardem
Wendryck Wonka

sábado, 20 de novembro de 2010


Capítulo 7 – Sim e Não
“Era muito cedo para entrar em um novo relacionamento, ainda mais, disputar o coração de uma garota, algo complicado e que já havia me deixado bem saturado com esta situação. Eu entraria em mais um jogo do amor?”
-N
 inguém me disse, na verdade , ninguém me fala nada, eu sempre faço as minhas suposições , e geralmente estou sempre correta daquilo que falo ou faço! – disse-me Bruna, ajustando seus óculos.
-Aquele cara é da geração do mal-do-século!- eu disse, me referindo ao Jefferson - Melhor pararmos de falar mal dos outros e voltarmos para a classe!
-Credo! Você está estranho demais, se tivesse uma faca nas mãos, aposto que me mataria!
-Sabe como você deveria chamar?
-Bruna, a amiguinha legal e quietinha?
-Não, supositório, já que supõe tudo o que acontece!
-Que horror! Fica quieto, seu neologista!
Andressa estava na porta da sua sala, logicamente esperando pelo professor. Mandei Bruna ir na frente e disse que a encontraria no final do corredor, claro que ela saiu falando sozinha, mas ninguém prestava atenção mesmo. Fui para a porta da sala de Música, seduzido.
Deveria pagar para alguém analisar o funcionamento do meu cérebro, já que não entendia o porquê de tomar tais atitudes e na maioria das vezes sem analisar. Acho que jogaram algum feitiço em mim ou seria alguma praga vampiresca de algum ser das trevas.
Não sei porque o foco das nossas vidas muda diariamente, sempre estamos caminhando atrás de algo, em busca de algum propósito, sem calcularmos se o que virá é algo bom e acrescentará positividades em nossas vidas.
Eu gostava da Andressa sem saber a razão, seria coisa do destino, ou algo a ver com as vidas passadas? Não era amor, era? Ninguém sai amando a primeira pessoa que encontra no corredor. Talvez, eu precisasse de uns bons tapas de realidade.
-Seu professor está demorando! – eu disse para ‘puxar assunto’.
-Pois é, acho que ele não veio hoje! A sua namorada já foi para a sala de vocês, você entrará atrasado na aula?
-Ela não é a minha namorada, eu não tenho namorada! Confessor que achei o seu namorado muito estranho!
-Quem? – ela me perguntou, com o olhar fixo.
-Seu namorado! – respondi.
-Que namorado? – ela voltou a questionar.
-O Gerson! – respondi, engolindo a saliva que ainda me restava.
-O Jefferson? – ela perguntou, me olhando com um risinho nos lábios.
-Sim, este mesmo! Aquele que me apresentou agora há pouco!
-Ele não é o meu namorado, é só um colega de classe! Vocês homens, pensam cada coisa!
-A Bruna não é a minha namorada, é só uma amiga! Mas, você namora?
-Não, eu terminei uns rolos na semana passada, agora quero um tempo para mim! Faz tempo que está solteiro?
-Cerca de um mês, terminamos nestas férias! – e senti um arrepio na espinha só de me lembrar daquela que não devia ser mencionada, nem comentada, a namorada cadáver.
-Quem traiu quem? – ela me perguntou, mexendo nos cabelos cacheados.
-Ela foi embora com outro! Bitch! Sabe como é? – Eu não diria que ela era uma vampira e que foi mordida, e aquela história toda que você já sabe.
-Coitado de você! Nossa odeio garotas deste estilo, essas merecem ficar sozinhas no final da história, tipo, aquelas que não tiveram um casamento duradouro, isto é, sequer casaram, já que não passam de um bando de biscates voando como urubus! Você não deve ficar triste! – e me abraçou.
Senti-me como uma criança que testemunhou algo impactante e que recebia o conforto no colo de sua mãe. Abracei seu corpo como se fossemos os últimos sobreviventes de um naufrágio, como se ela fosse a minha salvação. Isso foi estranho, ainda mais quando me deparei com Jefferson nos olhando.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

CICI, UMA CAPIVARA!

Não tem nada a ver com a webnovela. é apenas uma montagem da Cici, a capivara cadela! 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Resultado da ENQUETE!



A ENQUETE: "Qual personagem da primeira temporada, você mais gostou?" Foi encerrada, eis aqui os resultados:

Alessandra, Fábio, Sabry & Rafa não obtiveram votos. -0%

Terceiro Lugar: O Filho do Esperto - 2 votos = 12%

Segundo Lugar: Soraya - 4 votos = 25%

Primeiro Lugar: Wendryck - 10 votos = 62%

Agradeço quem votou, e espero que os personagens estejam bem construídos e desenvolvidos!
Em breve: Mais enquetes e capítulos
Wendryck WONKA

Justificando ausência!

Justificando ausência de capítulos e faltas!

Desculpem-me pela demora que estou tendo em postar os capítulos, já escrevi até o décimo oitavo capítulo, mas ainda não os digitei. Estou sem tempo, devido ao fato de que estou fazendo o estágio no Ensino Fundamental e também porque minha sala "Uma visão sobre a Cegueira" foi a vencedora deste ano da faculdade aberta, e fomos convidados a apresentarem em outra faculdade, ou seja, eu mal tenho tempo para respirar durante esse período, somando a isso, terei as provas finais, então... espero que não fiquem bravos, mas prometo não deixá-los sem capítulos por muito tempo!
E quem ainda não comentou, comenta aqui, e aproveite para votar na enquete!


Wendryck Wonka

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Visitas!

Muito obrigado pela quantidade de visitantes, espero que a história esteja lhes agradando!
Estou escrevendo o capítulo 18 atualmente, em breve postarei mais um!
Comentem!
Wendryck Wonka

Conversación


GIRLSPT.COM - Cursores Animados
g
Wendryck Wonka,webnovelista & designer. Tecnologia do Blogger.